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quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Filme #167 – Bohemian Rhapsody (2018)

A música que você conhece, a história que você não conhece

Juntos, Freddie Mercury, Brian May, Roger Taylor e John Deacon começaram a banda Queen, que revolucionou o cenário da música nos anos 70. Mercury é um cantor talentoso e de personalidade singular, mas os excessos começam a representar um problema para o futuro da banda. O filme é um relato dos anos que antecederam a lendária aparição da banda Queen no concerto Live Aid, em 1985.

Surgida na década de 70, a banda Queen foi um dos maiores fenômenos musicais do século XX. Em pouco mais de duas décadas, a mistura de gêneros resultou em uma carreira cheia de clássicos marcantes, como “We Will Rock You” e “We Are The Champions”. O rosto mais conhecido da banda era o vocalista Freddie Mercury, um dos homens de frente mais carismáticos do Rock e com uma vida tão intensa quanto suas performances.

Bohemian Rhapsody (2018)

O filme Bohemian Rhapsody com direção de Bryan Singer mostra o sucesso meteórico da banda através de suas canções icônicas e som revolucionário, a quase implosão quando o estilo de vida de Mercury sai do controle e o reencontro triunfal na véspera do Live Aid, onde Freddie Mercury (interpretado por Rami Malek), agora enfrentando uma doença fatal, comanda a banda em uma das maiores apresentações da história do rock. Durante esse processo, foi consolidado o legado da banda que sempre foi mais como uma família, e que continua a inspirar desajustados, sonhadores e amantes de música até os dias de hoje.

Foi bom acompanhar o filme para se conhecer um pouco da história do Queen, embora não siga uma sequência cronológica exata dos fatos. Eu costumo escutar algumas músicas da banda, mas confesso que nunca fui muito fã, apesar de ouvir essas canções de forma esporádica. O filme centra mais na vida artística e pessoal de Freddie, muito embora Brian May, John Deacon e Roger Taylor também tenham papel fundamental de destaque na história. É um filme sobre o Queen, só que com um pouco mais de ênfase no Freddie, a lenda, o mito. Claro, mostrando Freddie em sua vida pessoal aqui, ele não parecerá mais tão mito assim, Freddie não foi um bom exemplo de pessoa, teve seus momentos infelizes, e teve seus momentos felizes, que valem a pena a gente conhecer.

Falando de música, Bohemian Rhapsody é excelente. A produção conseguiu recriar os concertos e gravações do Queen e conseguiram realmente trazer a força musical da banda e o poder de suas canções, que se mostram atuais e relevantes após tantos anos. Os realizadores e atores se esforçam para reproduzir à perfeição figurinos, gestos e trejeitos dos músicos e o bom uso das câmeras e de enquadramento cumprem uma função interessante de colocar o espectador dentro do palco, em meio aos músicos, curtindo o som, vendo o público e se emocionando com a troca entre os artistas e público, especialmente, no concerto final do Live Aid, que cumpre um papel fundamental na trajetória do grupo. Recomendo!
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