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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Filme #180 – Forrest Gump: O Contador de Histórias (Forrest Gump, 1994)

O mundo nunca será o mesmo depois que você ver pelos olhos de Forrest Gump.

Mesmo com o raciocínio lento, Forrest Gump nunca se sentiu desfavorecido. Graças ao apoio da mãe, ele teve uma vida normal. Seja no campo de futebol como um astro do esporte, lutando no Vietnã ou como capitão de um barco de camarão, Forrest inspira a todos com seu otimismo infantil. Mas a pessoa com quem Forrest mais se preocupa pode ser a mais difícil de salvar: seu amor de infância, a doce, mas perturbada Jenny.

Forrest Gump: O Contador de Histórias (Forrest Gump, 1994)

Lançado em 1994, o filme é, na verdade, a narrativa do nosso personagem principal Forrest, Forrest Gump (interpretado por Tom Hanks). Podemos dizer que o filme se trata de apenas alguns minutos em que Forrest espera um ônibus para visitar sua amada Jenny (interpretada por Robin Wright).

Nesse tempo de espera, ele relata toda a sua vida, desde seu nascimento até aquele momento, para várias pessoas que passam por aquele ponto para esperarem um ônibus, em suas rotinas normais. Para as pessoas que passam por ali,  ele conta história desde sua infância até a fase adulta passando por tudo o que ele viveu durante estes períodos. O diferencial é justamente que o personagem narra os acontecimentos, ele mesmo narra sua trajetória de vida.

Apresentando várias mensagens, o filme foi feito para emocionar e para que as pessoas reflitam sobre a vida. A ótima história é contada com um misto de drama e bom humor, surpreendendo o espectador à cada cena. O diretor Robert Zemeckis, aproveitando os recursos que os efeitos especiais oferecem, conseguiu colocar Forrest em situações históricas verdadeiras, fazendo com que o nosso herói esteja presente em vários eventos que marcaram a vida dos norte-americanos. É um filme sobre destino, sobre inocência e sobre sensibilidade. E sobretudo, Forrest Gump faz uma elegia à bondade, ao altruísmo, à solidariedade de que o ser humano sabe ser capaz, embora seja também capaz de tanta mesquinhez, miséria, maldade, crueldade. O maior valor – é que mostra o filme – não é a beleza, nem a inteligência, e muito, muitíssimo menos a capacidade de ganhar dinheiro. O maior valor é a bondade, o bom-caratismo, a propensão a ajudar os outros em vez de pensar apenas no próprio umbigo.

Eu não sei se cada um de nós tem um destino, ou se nós estamos todos voando acidentalmente por aí como uma brisa, mas eu, eu penso que talvez sejam os dois. Talvez os dois estejam acontecendo ao mesmo tempo.

Um filme que escolhi para encerrar 2019. É sobre correr pra vida, e não da vida, como fez Forrest. O que mais me cativou em Forrest é que ele não teve medo da vida, apesar de todos os seus problemas. Ou pelo menos não deixa que eles o impeçam de viver e de ser ele mesmo, de ver a beleza e a felicidade nas coisas mais simples. Como quando Jenny pergunta se ele teve medo da guerra no Vietnã e Forrest diz que "às vezes, parava de chover e as estrelas apareciam. Aí era bonito".  Bom, não há mais o que dizer. É conferir essa obra e aproveitar o máximo. Recomendo!
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