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quarta-feira, 22 de abril de 2020

Filme #186 – Filhos do Paraíso (Bacheha-Ye aseman, 1997)

Um pequeno segredo... A maior aventura deles!

O filme é sobre um garoto chamado Ali (interpretado por Amir Farrokh Hashemian) que perde os sapatos da irmã, Zahra (interpretada por Bahare Seddiqi). Ele os leva ao sapateiro para fazer alguns reparos e, no caminho de casa, quando ele pára para pegar legumes para sua mãe, um coletor de lixo cego os leva acidentalmente. As duas crianças são de uma família pobre, eles temem contar aos pais e decidem resolver o problema sozinhos. Ali encontra uma solução: como ele estuda à tarde e ela estuda de manhã, eles revezam os sapatos do Ali, ao mesmo tempo em que o menino procura meios de conseguir algum dinheiro ou novos sapatos. A situação mostra a confiança mútua e o carinho entre as duas crianças, numa história simpática e sensível.

A história mostra um lar com muito amor, respeito, disciplina e honestidade, o que nos faz entender que os valores familiares foram repassados para as crianças desde cedo. A valorização da honestidade, independente das dificuldades, é destacada no filme. E assim, sem os pais desconfiar de nada, surge uma oportunidade para Ali solucionar o problema. Uma competição entre escolas em que o prêmio para o terceiro lugar é um par de sapatos. Mesmo com o tênis velho, que não proporciona a Ali condições de competir de igual com as outras crianças, ele consegue se inscrever na corrida. E quando chega o dia, ele corre, corre e corre… visando não o primeiro lugar, mas sim o terceiro lugar justamente para conseguir um novo par de tênis.

É uma produção iraniana premiada, originalmente chamada Bacheha-Ye Aseman e Children of Heaven no mercado norte-americano, lançada em 1997 com direção e roteiro de Majid Majidi. Foi indicado ao ''Melhor Filme Estrangeiro'' do Oscar em 1999.

Filhos do Paraíso (Bacheha-Ye aseman, 1997)

Bem, o que escrever mais? Resumo essa obra em ''Inocência''! A inocência de uma criança é algo tão lindo de se assistir. Isso me faz lembrar do meus tempos de infância e de escola. Aproveito para relembrar um acontecimento da minha infância. Uma vez fui com um calção rasgado para a aula e não contei para minha mãe com medo dela brigar. O motivo? o calção era novo e eu acabei rasgando ele numa brincadeira de criança. Com medo de contar a ela e brigar comigo. Claro que são circunstâncias diferentes. Voltando ao filme, foi tão bom ver irmã mais nova, apesar de sofrendo por estar sem seus sapatos e por ver as companheiras de escola com novos sapatinhos, ela continua ao lado do seu irmão. A maturidade precoce que os dois tiveram que adquirir para poder compreender a situação que viviam. Com certeza recomendo esse maravilhoso filme. É uma história bem simples, mas com uma carga enorme de delicadeza e humanidade. “Filhos do Paraíso” é um enorme aprendizado, mostrando que mesmo numa vida humilde, a dignidade e o caráter são essenciais.
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Um comentário

  1. Oi, Walter!

    Não é um filme que eu daria prioridade pra assistir, mas parece ser mesmo bem humano e trazer mensagens que nos fazem refletir. Gostei da resenha!

    xx Carol
    https://caverna-literaria.blogspot.com/

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