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sexta-feira, 15 de maio de 2020

Filme #188 – Nada É Para Sempre (A River Runs Through It, 1992)

A história de uma família americana.

Norman e Paul Maclean são filhos de um pastor em Montana. A história cobre 20 anos da vida da família, revelando as diferenças entre Paul, o rebelde, e Craig, o estudioso, seus relacionamentos, amores, lutas e o que os une: o amor pela pesca no rio que atravessa as terras do pai. Baseado num romance autobiográfico de Norman Maclean. Uma história delicada, com belíssima fotografia e direção caprichada.

O filme é baseado numa coleção autobiográfica de Norman Maclean (1902–1990), “A River Runs Through It and Other Stories”. O livro foi escrito a pedido do pai de Norman, o reverendo Maclean, para retratar a história da família Maclean em Missoula, Montana – EUA, em especial a infância e juventude de Norman e seu irmão Paul.

Nada É Para Sempre (A River Runs Through It, 1992)


No filme, Norman Mcalean é interpretado pelo ator Craig Sheffer e Paul Mcalean por Brad Pitt. A família MacLean é comandada pelo reverendo MacLean (interpretado por Tom Skerritt) e sua amada esposa (interpretada por Brenda Blethyn). Apesar de ser rígido na educação de seus filhos, o reverendo sempre os encoraja para enfrentar os desafios da vida.

Entre o reverendo e os filhos sempre houve o hábito de pescar, e o ponto chave do filme gira em torno da paixão pela pescaria e os rios de Missoula no canyon. Essa paixão é o maior elo entre pai e filhos e muito marcante na história e bem retratado no filme.

Norman deixou Missoula e foi para a faculdade, onde descobriu que gostava de lecionar. Já Paul ficou trabalhando como repórter na sua cidade, pois gostava de se divertir e jogar e nunca sentiu interesse em se envolver com o estudo acadêmico. Ao voltar para Missoula, Norman espera uma resposta para um emprego de professor e nesse meio tempo se apaixona por Jessie Burns (interpretada por Emily Lloyd). As diferenças entre ele e Paul ficam mais evidentes, mas a história se desenrola de uma forma bem particular.

Norman que de certa forma decide sair daquele ambiente familiar que ele questiona, por acreditar que aquele modelo não era o suficiente. Existe a conotação de que ele foi embora, mas nunca superou totalmente as influências da criação e infância, mas experimentou e foi audacioso, entendo que a vida é assim, precisa de movimento e não nos dá garantia de nada.

O título do filme já diz muito, por si só. A mensagem clara que a vida é um “conto ligeiro” e precisa ser vivida intensamente, e nada pode ser deixado para depois. Certamente Norman escolheu esse título por perder o irmão Paul muito jovem e também por ter vivido as lembranças de toda sua história na velhice quando já havia perdido todos da família, inclusive sua esposa.

Nada é para sempre de fato! Se só temos o presente e o “agora”, precisamos entender que a vida não está no futuro ou passado, mas no momento presente.

É um filme que mexe com nossos sentimentos. Fez eu pensar muito em minha família e buscar valoriza-la a cada momento. "Nada é para sempre", é um filme que depois que é assistido nao dá para esquecer. A essência do filme é a valorização dos laços familiares, em cada cena recebemos valiosas mensagens de amor e respeito. Recomendo!
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