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sexta-feira, 20 de novembro de 2020

O Que Há de Novo em Séries #29 – O Dilema das Redes

 A tecnologia mudou a maneira como vivemos. Desenvolvemos novos hábitos, novas maneiras de viver, novos padrões de como fazemos as coisas. Mas a tecnologia em si é moralmente neutra, certo? Não é bem por aí.

A série da Netflix ''O Dilema das Redes'' sugere o contrário - pelo menos quando se trata de mídia social. Narrativa emocionante que examina a influência das mídias sociais sobre a cultura global e pinta um retrato sóbrio de como esse avanço tecnológico aparentemente inócuo é mais pernicioso do que talvez possamos imaginar.

O filme fala sobre os perigos que a massiva coleta de dados pelas redes sociais e aplicativos podem causar aos usuários individualmente e enquanto sociedade. A ideia de todos sermos produtos é baseada no fato de que nossos dados são o que há de mais valioso no modelo de negócios das empresas de tecnologia.

Google , Facebook e outras gigantes lucram com anúncios direcionados. E esse direcionamento só é possível porque nós fornecemos dados para essas empresas o tempo todo. Cada clique, curtida, comentário e tempo passado olhando para uma imagem é guardado e muito bem utilizado por essas companhias.

O Dilema das Redes


O documentário, dirigido por Jeff Orlowski, é construído sobre a premissa de que há algo errado, algo fora com a forma como esta tecnologia está nos influenciando. Ele e sua equipe de cineastas defendem esse caso entrevistando ex-executivos e empresários de empresas como Facebook, Pinterest, Google, Twitter e outras.

Cada um dos insiders entrevistados desenvolvem um sentimento crescente de desconforto sobre como a mídia social está, embora sem querer, erodindo relacionamentos, prejudicando a saúde mental de jovens usuários e, em última análise, contribuindo para a tribalização e polarização de várias culturas ao redor do mundo.

O Dilema das Redes examina as consequências não intencionais da revolução da mídia social para nos ajudar a entender o quão firmemente os tentáculos digitais dessas empresas nos agarram. No fundo, a questão ética em jogo é esta: tudo na mídia social é projetado (tanto por humanos quanto pela inteligência artificial cada vez mais sofisticada) para levar os usuários a fazer uma coisa: passar mais tempo nas telas. Redes sociais e mecanismos de busca evoluíram para prestar atenção a cada clique, cada deslize, cada imagem, gerando dados que são usados ​​para duas coisas: manter os usuários cada vez mais engajados e monetizar isso de todas as maneiras possíveis. Sabe quando você pensa em comprar um tênis, e quando vai deslizando a tela, aparece inúmeros anúncios de tênis a venda? Pois é bem por esse caminho aí.

Jaron Lanier, descrito como o inventor da realidade virtual, diz: “Se você não está pagando pelo produto, então você é o produto”. O ex-CEO do Pinterest, Tim Kendall, descreve o modo coletivo de operação dessas empresas da seguinte maneira: “Vamos descobrir como obter o máximo possível da atenção dessa pessoa. Quanto tempo podemos fazer com que você gaste? Quanto da sua vida podemos fazer com que você nos dê? ” Ele conclui: “Nós somos o produto. Nossa atenção é o produto que está sendo vendido aos anunciantes.” Google , Facebook e outras gigantes lucram com anúncios direcionados. E esse direcionamento só é possível porque nós fornecemos dados para essas empresas o tempo todo. Cada clique, curtida, comentário e tempo passado olhando para uma imagem é guardado e muito bem utilizado por essas companhias.

No geral, as informações retratadas nesse documentário já eram de conhecimento de muitos, mas achei didático e informativo. Muitas pessoas (digo a grande maioria) não tem conhecimento do uso desses dados, e o documentário ficou esclarecedor condensando todas essas informações... porém “sem final feliz” pois realmente é uma estrada sem volta. A verdade é que podemos sim fazer bom uso desses softwares, usando um “filtro”, e até (melhor) diminuir o uso deles para agregar coisas mais úteis a nossa saúde mental e física.

Bom... seleciono aqui alguns métodos para minimizar os efeitos das redes em sua vida:

10 dicas para não ser manipulado pelas redes sociais

Entenda o seu uso: repare quanto tempo você passa conectado ao celular e às redes sociais por dia. Esse pode ser um pontapé inicial para começar a mudar o espaço que as tecnologias têm na sua vida;

Desligue as notificações: estudos sugerem que cada pessoa recebe cerca de 63 notificações por dia no celular. Desligá-las vai fazer você se conectar apenas quando quiser, e não quando seu celular está te chamando;

Crie limites: estipule quanto tempo você deseja passar em determinados aplicativos e determine locais e ocasiões nos quais você não vai usar o celular (como na mesa de jantar ou antes de dormir);

Desligue sua localização: a localização é um dado que revela muito sobre você (como onde você mora e trabalha) e, talvez sem perceber, você pode ter permitido que muitos aplicativos a acessem. Por isso, vá nas configurações de cada app e desabilite a coleta de localização. Outra opção é apenas desligar a localização do celular (que geralmente fica na barra de acesso rápido) enquanto não estiver usando o GPS;

Delete aplicativos: se desfaça dos apps que você não usa muito ou que não são essenciais. Isso vai te dar mais tempo livre e diminuir a coleta de dados pessoais;

Desmarque suas fotos: desmarcar seus amigos das suas fotos em redes sociais e se desmarcar das fotos dos demais ajuda a diminuir o cruzamento de dados, tornando o algoritmo menos manipulador;

Configure seu navegador: use as configurações do seu navegador para evitar que seus dados sejam coletados o tempo todo. Uma opção é usar a guia anônima, que evita o rastreamento;

Não clique em vídeos recomendados no YouTube: ao invés disso, procure conteúdos que você quer assistir. Isso te ajuda a não cair em um limbo de acesso aos mesmos conteúdos sempre - o que vicia e restringe sua opinião;

Siga pessoas que você não concorda: seguir pessoas que não têm o mesmo posicionamento que o seu é uma boa forma de mostrar ao algoritmo que você quer receber conteúdos variados e furar a bolha social;

Proteja seus filhos: imponha limites para o uso das redes sociais e celular e converse com as crianças sobre os perigos do mundo digital e da exposição de dados pessoais.

Com fontes do site Pluggedin + Ig Brasil

Até mais!

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Um comentário

  1. Um documentário muito interessante mas que ainda não vi.

    Bom fim de semana!

    Jovem Jornalista
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

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